. Síndrome do impostor: o que você precisa saber? | Marcos Tito
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Síndrome do impostor: o que você precisa saber?

Momentos de dificuldade fazem parte da vida das pessoas. Porém, muitos acabam colocando barreiras para não evoluírem e justificarem os fracassos. Uma medida importante para reverter esse quadro é enfrentar de frente a síndrome do impostor.

Por causa da baixa autoestima, alguns indivíduos não valorizam o que fizeram de positivo na vida pessoal e na carreira. Essa postura é sinal de que é necessário ter mais confiança e desenvolver a inteligência emocional para superar um dos maiores erros que um indivíduo pode ter: a acomodação.

Neste post, detalharemos a definição, as características e as formas de identificar essa síndrome. Além disso, serão abordados os riscos e as ações para vencê-la. Confira!

O que é a síndrome do impostor?

A síndrome do impostor consiste na dificuldade de um ser humano admitir que mereceu atingir bons resultados. A vítima prefere acreditar que o sucesso tem mais relação com a sorte ou com a participação de algum colega de trabalho, parente ou amigo.

Esse pensamento faz com que a pessoa se considere uma fraude e que, com isso, poderá ser descoberta a qualquer momento. É comum jovens terem esse comportamento no começo da carreira. O mesmo acontece com artistas, atletas e empresários devido ao alto nível de competitividade que convivem.

A dificuldade de bater metas também provoca esse mal em profissionais da área da saúde e do ensino, que são mais inseguros e internalizam os erros. Isso acontece por precisarem apresentar bons resultados todos os dias, sendo avaliados e testados constantemente.

Independentemente da idade, qualquer um está sujeito a essa síndrome. Ela é bastante comum naqueles que têm medo de serem julgados ao assumirem novas responsabilidades no ambiente de trabalho e na vida pessoal.

Quais as principais características?

As crenças limitantes são um dos aspectos mais marcantes desse comportamento negativo. Ele também se caracteriza por outros fatores que devem ser combatidos. Acompanhe!

Considerar-se uma farsa

Na síndrome do impostor, a pessoa não acredita que merece o sucesso e acha que os bons resultados são fruto de ações que enganam o sistema. No mundo corporativo, essa postura é identificada nos profissionais que conseguiram uma promoção, mas pensam que isso só foi possível por terem simulado uma conduta de trabalho exemplar para os gestores.

Esse cenário cria um grande receio, pois o suposto rendimento ruim no emprego pode ser visto a qualquer hora. Ao mesmo tempo, a pessoa se julga capaz de enganar os que estão ao seu redor — mantendo uma boa imagem —, pois considera ter uma grande capacidade de persuasão. 

Pensar que o bom desempenho é graças à sorte

É inegável que a sorte pode nos ajudar em alguns momentos. Por outro lado, ela não é a única responsável por um profissional atingir os objetivos. Embora isso seja muito simples de perceber, os que apresentam a síndrome do impostor atribuem ao acaso um papel fundamental para obter uma performance diferenciada.

Essa ação pode ser notada em frases como: “foi muita sorte minha pensar nisso”; “da próxima vez, vai ser difícil fazer isso”. Uma consequência dessa atitude é o indivíduo ficar com medo que a sorte o abandone, desvalorizando tudo o que foi conquistado por causa da dedicação e da competência.

Desvalorizar o sucesso

Inventar desculpas para ter obtido um rendimento acima da média é mais um traço desse mal. Para você entender melhor, pense em um vendedor de automóveis que bateu as metas com tranquilidade e teve o melhor resultado de um mês. Em vez de reconhecer o esforço e a estratégia bem adotada para convencer os consumidores, esse profissional prefere destacar que a posição alcançada tem mais relação com o fato de ter contato com clientes bons e dispostos a investirem.

Isso faz com que os colegas de trabalho o achem modesto demais, pois o consideram um profissional com muitas qualidades e capaz de proporcionar bons resultados para a empresa. Essa postura também cria um medo de o funcionário achar ser necessário manter essa performance por um longo tempo.

Contudo, oscilações são comuns no mundo corporativo. Por mais esforçado que seja um colaborador, é praticamente impossível ser o melhor o tempo todo. Diante desse cenário, o empregado acaba se deixando levar por pensamentos ruins e se julga incapaz de seguir em frente e vencer as próprias limitações.

Como identificar a síndrome do impostor?

Você já sabe algumas características dessa síndrome, não é mesmo? Agora, apontaremos como identificá-la de maneira mais fácil. Fique atento!

Ter vontade de se esforçar além da conta

Como tem muita dificuldade de reconhecer que atingiu uma excelente performance profissional por causa do talento e do foco, a pessoa visualiza que a única alternativa para provar a sua capacidade é se esforçar demais.

Ou seja, trabalhar mais que o restante da equipe. Porém, isso pode gerar um grande desgaste físico e emocional, prejudicando o rendimento e a convivência com os colegas de trabalho e até com as pessoas mais próximas, como os amigos e os familiares.

Querer fazer tudo certo demais, sendo perfeccionista, é mais uma ação para justificar o sucesso. Isso porque, ao ficar muito preso aos detalhes, um profissional pode atrasar o serviço e criar um ambiente ruim na empresa. O bom senso é a melhor saída para evitar atritos desnecessários. 

Ficar adiando tarefas

A síndrome do impostor faz com que os indivíduos fiquem adiando os compromissos importantes ao máximo, o que é conhecido como procrastinação. Mas por qual razão isso acontece?

Um dos motivos é que essa iniciativa dificulta um gestor ou colega de trabalho avaliar como o serviço foi executado. Assim, é mais fácil escapar das críticas e ficar na zona de conforto. No entanto, isso não é bom para o desenvolvimento profissional.

É recomendado ter maturidade para ouvir os feedbacks, mesmo quando a análise não é positiva. Admitir os erros e adotar medidas para saná-los é um bom caminho para vencer a si mesmo e evoluir.

Apresentar receio de se expor

Muitas pessoas fazem de tudo para não aparecerem com medo de serem avaliadas no emprego de forma negativa. Por exemplo, um profissional com essa síndrome jamais vai querer apresentar um projeto importante para os gestores. Nesse caso, ele vai optar que essa ação seja feita por um outro membro da equipe.

Além de mostrar imaturidade, essa postura é ruim para o próprio desenvolvimento. Fugir de situações complicadas atrasa a evolução. O aprendizado também envolve o enfrentamento das críticas e a exposição do que está sendo realizado. O medo precisa ser enfrentado de frente e com coragem. Do contrário, será apenas um motivo para ficar inerte.

Fazer comparações com os outros

Um procedimento bastante comum nos que sofrem com esse mal é ficar se comparando com os que estão ao seu redor. Essa iniciativa normalmente é carregada com um sentimento de inferioridade, fazendo com que o profissional considere necessário ser mais exigente com o próprio desempenho.

Como tem muita necessidade de provar que pode render mais do que os outros, o colaborador acaba ficando angustiado e insatisfeito. Fazer muita pressão para ser superior aos colegas de trabalho cria um comportamento muito competitivo, o que pode gerar conflitos nocivos.

É normal haver desentendimentos sobre o que pode ser feito para um serviço apresentar os melhores resultados. Mas isso jamais pode gerar problemas de relacionamento que impedem o bom andamento do trabalho em equipe.

Querer agradar a todos

É bom causar uma impressão positiva nos colegas de trabalho e nos gestores. Afinal, isso vai ajudá-lo a ser bem-visto, o que aumenta a empregabilidade e as chances de ser promovido.

Mesmo assim, é recomendado ter muito cuidado com essa atitude. Querer agradar todo mundo é praticamente inviável e, dependendo da situação, pode fazer com que se submeta a situações desagradáveis. Em outras palavras, obriga você a fazer atividades sem ligação com a sua formação profissional e atribuições na empresa.

Quem tem a síndrome do impostor age dessa maneira por ter medo de não ser aprovado e de perder status no local de trabalho.

Praticar a autossabotagem

Pode parecer estranho, mas isso acontece. Os que têm essa síndrome consideram que o fracasso é apenas uma questão de tempo. A qualquer momento, um profissional vai mostrar que é mais competente e “roubar” o lugar dele na equipe ou em um cargo de destaque na organização.

Para não sofrer muito com essa situação, adota, inconscientemente, uma rotina de trabalho com menos esforço, pois acha que não conseguirá ir adiante em um projeto, evitando se expor e ser julgado pelos gestores e outros colegas na companhia. Prefere viver com o rótulo de ser incapaz do que lutar ao máximo para obter as competências necessárias para atingir um patamar superior de performance. Assim, vive acomodado e preso aos sentimentos de inferioridade.

Ter dificuldade de aceitar elogios

Pode parecer engraçado, mas há pessoas que não gostam de receber elogios. Normalmente, isso acontece por timidez. Porém, existem casos que essa conduta tem relação direta com a síndrome do impostor.

Mas por que será que algumas pessoas agem dessa maneira? Uma das razões é a grande dificuldade de reconhecerem os próprios méritos, pois não valorizam as características positivas apontadas pelos outros em nenhuma circunstância.

Os que sofrem desse mal não se consideram dignos de receberem um comentário positivo em determinadas situações. Eles não visualizam os méritos alcançados e ignoram o bom trabalho desenvolvido.

Mostrar medo de não ser mais o melhor

Em algumas circunstâncias, pessoas com essa síndrome tiveram uma trajetória de excelentes resultados na vida escolar e em processos seletivos. Sem dúvida, são motivos para manter a autoestima elevada. Apesar disso, as dificuldades encontradas no mercado de trabalho, devido ao elevado nível da concorrência, fazem com que elas percebam a existência de profissionais com um grande potencial ao lado.

Esse fator faz com que os indivíduos passem a se considerar mais sortudos do que merecedores da oportunidade. Além disso, pensam que outros funcionários são mais qualificados e deveriam estar no lugar deles. A falta de reconhecimento do próprio potencial pode abalar emocionalmente um colaborador e fazer com que o desempenho caia drasticamente. Valorizar a si mesmo é essencial para evitar esse problema.

Quais os riscos dessa síndrome?

Quando uma pessoa não procura ajuda para superar a síndrome do impostor, está sujeita a uma série de riscos. A seguir, destacaremos os mais relevantes!

Ansiedade

Diante de tantos compromissos, é comum estar ansioso para resolver boa parte deles o mais rápido possível. Contudo, a ansiedade pode ser bastante perigosa para os que apresentam a síndrome do impostor por causa do medo de ser visto como uma fraude.

Esse cenário prova uma grande inquietação, já que a pessoa não consegue ficar calma e um momento mais tenso pode provocar uma crise nervosa. Um exemplo disso é o chefe se aproximando para solicitar informações sobre um projeto. Por causa da insegurança, o indivíduo começa a ter pensamentos negativos, como: “devo ser demitido” ou “vou ser advertido na frente dos colegas”.

Depressão

É considerada uma das doenças mais graves atualmente. A depressão faz com que as vítimas fiquem tristes constantemente, mesmo em situações mais favoráveis à diversão, como um passeio com os familiares, por exemplo.

Além de tirar o prazer das pessoas em executar as tarefas do cotidiano, ao atingir os que apresentam a síndrome do impostor, a depressão faz com que as vítimas não valorizem as próprias conquistas. Assim, não há satisfação no ambiente de trabalho e em casa, pois a pessoa perde a alegria de viver em sociedade.

Constantes mudanças de trabalho

Um profissional está há 6 meses em uma empresa e está desenvolvendo um bom serviço. Inegavelmente, isso é motivo para ele estar tranquilo e confiante, não é mesmo? Mas, para quem tem essa síndrome, a situação não funciona dessa forma. Como tem dificuldade de enxergar os próprios méritos, o indivíduo tem medo de ser considerado uma fraude, de ser malvisto pelos colegas e de ser incluído na próxima lista de demissão.

Para se livrar desse temor, a solução encontrada é mudar de emprego. Mas isso apenas resolve o problema de forma temporária, já que o comportamento diante das circunstâncias continua o mesmo.

Dificuldade de explorar o próprio potencial

Como o medo de ser desmascarado toma conta do portador da síndrome, ele passa a ter um rendimento abaixo do que poderia apresentar. O indivíduo adota essa prática para se proteger e não ser alvo das atenções dos colegas de trabalho e dos gestores. Logo, é mais fácil esconder-se do que enfrentar novos desafios. Assim, ele se anula e não mostra o que tem de melhor.

Como se livrar da síndrome do impostor?

Será que é possível superar essa síndrome? Felizmente, a resposta é sim. Para isso, é fundamental ter força de vontade e seguir as medidas corretas. Confira!

Vencer o próprio ego

A mania de fazer tudo certo faz com que um indivíduo se considere praticamente perfeito e sujeito a poucos erros. Sem dúvida, esse pensamento pode fazer alguém se considerar muito importante e com pouca humildade para entender que é necessário conviver com as falhas para evoluir.

O melhor a ser feito é entender que não existe a perfeição, além de ter bom senso para exercer a autocrítica, avaliar os pontos fortes e fracos e manter o foco para atingir os objetivos os na vida pessoal e profissional.  

Aceitar que pode chegar ao sucesso

Para se livrar da síndrome, um passo importante é valorizar as conquistas. Ou seja, reconhecer que tem potencial de conseguir uma performance de alto nível por mérito próprio. À medida que alguém visualiza o próprio potencial, aumenta a autoestima e diminui o medo de conviver com o fracasso.

Procure, então, estar disposto a aproveitar as oportunidades de crescimento e veja as situações mais complexas como uma forma de desenvolvimento. O olhar positivo é muito importante para superar os problemas. 

Ter foco no que vale a pena

Fugir dos sentimentos ruins é uma ação primordial para vencer a síndrome do impostor. Mesmo que não tenha obtido o resultado ideal em um projeto, isso não é motivo para se considerar uma farsa. Os erros fazem parte do caminho e servem de lição para a vida. Priorize o que realmente vai ser útil para a sua evolução. Ficar preso a sentimentos de rejeição, pena de si mesmo e melancolia não vão levá-lo a lugar nenhum.

Faça um esforço para analisar as situações de forma positiva, por mais complicadas que sejam. Procure extrair o que há de melhor na alegria e, principalmente, nos momentos de maior dificuldade.

Deixar de ficar preso a comparações

Pensar que o outro é melhor do que você não vai ajudá-lo em nada, caso isso vire uma obsessão sem sentido. É válido se espelhar em bons exemplos para mudar e ser melhor a cada dia.

Porém, isso deve ser feito com sabedoria e sem crises de baixa autoestima. Não veja qualidades apenas nas pessoas que estão ao seu redor. Reconheça o seu próprio potencial de avançar e de executar ações impactantes na vida pessoal e na carreira. 

Usar a memória a seu favor

Procure se lembrar de quando ajudou uma pessoa em um momento complicado ou foi elogiado por ter trabalhado de maneira correta. Perceba que você é capaz de ser um bom ser humano e um ótimo profissional.

Os bons momentos são vitais para manter o astral elevado e não se abater com os problemas e os imprevistos que surgem no caminho. Isso não quer dizer que você deve se apegar muito ao passado. Pelo contrário, é preciso sempre ter vontade de melhorar. Inegavelmente, os pensamentos positivos são benefícios para olhar a vida com otimismo. 

Reconhecer a síndrome

Não há como vencer um problema, caso ele não seja identificado. Isso também vale para a síndrome do impostor. Ao perceber que tem uma enorme dificuldade de valorizar o próprio potencial e de enfrentar situações adversas, você dá os primeiros passos para mudar e ser mais forte.

Ter força de vontade para vencer as limitações deve ser uma atitude presente em nossa rotina. Não há como fugir completamente do medo do fracasso, entretanto, ficar paralisado por causa dele é um erro grave que deve ser evitado.  

Errar não o transforma em um derrotado

A perfeição é uma meta perseguida por todos, mas alcançá-la é um sonho inatingível. Mesmo assim, o desejo de ser melhor do que o outro faz com que o indivíduo tenha muitas dificuldades em admitir as falhas.

Entender que o erro faz parte do nosso dia a dia é uma prova de maturidade. Ficar refém de uma atitude equivocada é perda de tempo. O ideal é aprender o que precisa ser feito para atingir um desempenho melhor. Procure usar as falhas a seu favor, porque elas indicam o que você deve fazer para conviver melhor com as pessoas e atingir uma posição de destaque no mundo corporativo.

Aceitar a si mesmo

Veja que você tem habilidades e limitações como qualquer indivíduo. E respeite os próprios limites para não assumir responsabilidades que não tenha condições de dar conta. Isso não significa que você deve se acomodar. Pelo contrário, é imprescindível querer ser melhor a cada dia.

Para essa ação não ficar apenas no discurso, aprimore o autoconhecimento e coloque como meta ter foco em resultados. Com uma visão mais sensata e detalhada sobre si mesmo, você tem mais condições de fugir do pessimismo e se esforçar para atenuar os pontos fracos e explorar o seu potencial.  

Tenha mais naturalidade para ouvir os elogios, mesmo que não goste de receber comentários positivos sobre as suas ações. Enxergar a suas potencialidades de forma inteligente vai ajudá-lo a ser mais humilde e a conviver com os problemas com maturidade. 

É inegável que a síndrome do impostor deve ser combatida para não impedir o seu crescimento. Adotar essa iniciativa por conta própria é muito difícil. Por isso, é válido contar com a apoio de um coach.

Esse profissional está capacitado para orientá-lo a desenvolver mecanismos voltados para a melhoria contínua. Nunca se esqueça de que o seu sucesso depende de como você se prepara para os desafios do cotidiano.

Para os que desejam sair da zona de conforto na vida pessoal e profissional, a sugestão é assinar a nossa newsletter agora mesmo. Afinal, o conhecimento é indispensável para vencer as dificuldades e alcançar resultados mais expressivos!